A ideia de que a perda de peso depende apenas de “comer menos e gastar mais” é simplista. O corpo humano funciona como um sistema integrado. Quando existem desequilíbrios internos, o organismo pode entrar em modo de proteção, dificultando a perda de peso, mesmo com uma alimentação aparentemente adequada.
A resistência à insulina é uma das causas mais comuns.
Quando as células deixam de responder corretamente à insulina, o corpo tem mais dificuldade em utilizar a glicose como energia, favorecendo o armazenamento de gordura.
Sinais associados:
Vontade frequente por doces
Fome pouco tempo após comer
Acumulação de gordura abdominal
A inflamação persistente interfere com o metabolismo e a regulação hormonal.
Pode dificultar a mobilização de gordura e contribuir para retenção de peso.
Possíveis sinais:
Inchaço abdominal
Cansaço frequente
Dificuldade em recuperar energia
Hormonas como o cortisol, leptina, grelina ou hormonas tiroideias têm impacto direto no peso.
Quando estão desreguladas, podem:
Aumentar o apetite
Reduzir o gasto energético
Favorecer o armazenamento de gordura
O stress prolongado aumenta os níveis de cortisol.
Este mecanismo pode levar a:
Maior acumulação de gordura abdominal
Aumento do apetite, especialmente por alimentos ricos em açúcar
Dificuldade em perder peso mesmo com controlo alimentar
Dormir mal afeta a regulação hormonal e o metabolismo.
Está associado a:
Aumento da fome
Menor saciedade
Alterações na forma como o corpo utiliza energia
A saúde intestinal influencia diretamente o metabolismo e a inflamação.
Alterações na microbiota podem:
Aumentar inflamação
Influenciar o apetite
Alterar a absorção de nutrientes
Perda de peso muito lenta ou inexistente
Oscilações de peso frequentes
Fadiga constante
Dificuldade em controlar o apetite
Sensação de inchaço recorrente

A abordagem deve ir além da restrição alimentar.
Perceber se existem alterações hormonais, inflamatórias ou intestinais.
Não apenas reduzir calorias, mas garantir qualidade nutricional, equilíbrio glicémico e adequação ao organismo.
Incluir estratégias que ajudem a reduzir a ativação constante do sistema nervoso.
Criar rotinas consistentes que favoreçam a recuperação.
Cada organismo responde de forma diferente. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.
Podem existir fatores como resistência à insulina, inflamação ou alterações hormonais que dificultam a resposta do corpo.
Sim. O stress crónico influencia hormonas que promovem o armazenamento de gordura.
Sim. O sono tem impacto direto na regulação do apetite e do metabolismo.
A dificuldade em perder peso nem sempre está relacionada com falta de disciplina ou erro alimentar.
Na nutrição funcional, o foco está em compreender o que está a bloquear o organismo e atuar na causa.
Entidade Regulada pela ERS
Registo n.º 172691
Fale connosco